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08/02/2019 | Percepção de desemprego registra maior queda em um ano, aponta FGV - Valor Econômico

A percepção de desemprego mostrou em janeiro a mais forte queda em um ano. É o que mostrou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou dois indicadores relacionados ao mercado de trabalho, com sinais de melhora na abertura de vagas. O Índice Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 4,4 pontos entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, para 99,3 pontos. Foi a mais forte queda desde dezembro de 2017 (-7,1 pontos). Ao mesmo tempo, o Índice Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 4,1 pontos no mesmo período, para 101,1 pontos, o maior patamar desde abril de 2018 (103,6 pontos). Para Rodolpho Tobler, economista da FGV, a tendência para os próximos meses é que o ICD continue a cair, e o IAEmp permaneça em alta.

Mas as intensidades, da queda e da elevação, respectivamente, dependerão do ritmo de recuperação da economia. Pela métrica de médias móveis trimestrais, o IAEmp mantém a tendência ascendente, com avanço pelo terceiro mês consecutivo, de 3,4 pontos, para 98,3 pontos. Já o ICD, em médias móveis trimestrais, cedeu 1,9 ponto, para 99,3 pontos, após avançar nos quatro meses anteriores. Segundo o especialista da FGV, a percepção de desemprego em recuo e maior ritmo de abertura de vagas foi disseminada em janeiro. O resultado é explicado por um cenário de menos incertezas, devido ao fim do período eleitoral e de expectativa de crescimento mais intenso na economia neste ano. Na prática, o empresariado espera melhora na atividade este ano, devido aos sinais de demanda maior - o que eleva volume de contratações e estimula novos investimentos na economia.

Tobler, no entanto, faz uma ressalva. Apesar do bom desempenho dos dois indicadores em janeiro, é preciso lembrar que os índices tiveram taxas desfavoráveis praticamente ao longo de todo o ano passado. "Entre fevereiro e outubro de 2018, o IAEmp caiu 18,8 pontos. E, desde outubro do ano passado, o indicador subiu, ou recuperou, 10,3 pontos", afirmou. "Então, a alta de janeiro foi positiva, mas ainda insuficiente para recuperar toda a perda do ano passado." Tobler observou, ainda, que o novo governo tem perspectiva de aprovar reformas importantes, que podem melhorar o humor do empresariado e, com isso, ajudar a acelerar a recuperação da economia. Mas, para ele, é preciso ver capacidade do governo de aprovar reformas bem como as primeiras ações relacionadas à economia para visualizar, de forma mais clara, o ritmo de queda do ICD e de alta do IAEmp. "Para termos um resultado mais robusto [de melhora no emprego], vai depender da atividade como um todo, da economia reagir, bem como do mercado de trabalho." 

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