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16/05/2019 | Liberar FGTS e PIS/Pasep teria um efeito reduzido - O Globo

O governo tem falado em liberar recursos das contas inativas do FGTS e do PIS/ Pasep para ativar a economia, como fez o governo Michel Temer. O economista chefe do Banco ABC, Luís Otávio Leal, porém, diz que, mesmo com essas medidas, a economia não vai deslanchar sem a aprovação da reforma da Previdência:

— Como sua aprovação (da reforma da Previdência) ficou para o segundo semestre, a expectativa de retomada foi jogada para 2020. Essas medidas até podem ajudar, mas primeiro é preciso ultrapassar a montanha da reforma.

Segundo o economista, nesse cenário de incerteza, o empresário não investe nem contrata, e o consumo cai.

— Mesmo quem tem emprego consome como se estivesse desempregado, porque não sabe como será o dia de amanhã. Se liberar recursos do PIS/Pasep e do FGTS, as pessoas vão usar para pagar dívida ou vão economizar. E isso não movimenta a economia. Para Silvia Matos, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a liberação de FGTS teve pouco impacto no PIB em 2016, mas fez subir o consumo das famílias:

— O consumo cresceu 1,4%, mas são medidas paliativas. O que está preocupando mais é a falta de confiança de que o governo vai tomar as rédeas do que está acontecendo. O governo está sem rumo.

O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, afirma que mais eficiente que liberar o FGTS é aumentar o Bolsa Família:

— O FGTS tem um quarto do impacto que tem o Bolsa Família na economia. O governo já anunciou 13º salário para os que ganham o benefício. Poderia antecipar esse dinheiro. Se o real estiver na mão do mais pobre, ele vai consumir mais.

Segundo Neri, a extrema pobreza cresceu 23% em 2015 e voltou acrescer 17% em 2017, quando a economia estava tentando se recuperar.

— Precisa ser feito um ataque frontal em todos os momentos à extrema pobreza. Isso vai ajudar a economia. A desigualdade aumentou, o que joga areia nas engrenagens da economia.

O economista Marcelo Kfouri, professor da USP, diz que acalmar o ambiente político é imprescindível para a economia voltar acrescer:

— É mais uma questão de não fazer do que fazer. Não gerar tanta crise e sair da frente para o setor privado produzir. A economia voltaria a funcionar senão vivêssemos uma crise atrás da outra. Isso cria muita insegurança. O poder no Brasil é dividido com o Congresso. A capacidade de ação depende de negociação.

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