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17/05/2019 | Dispensa de temporários é a maior em 7 anos - O Globo

A dispensa de trabalhadores temporários no primeiro trimestre de 2019 foi a maior em sete anos. O grupo de empregados com esse tipo de contrato teve redução de 790 mil pessoas, na comparação com os últimos três meses de 2018. É no último trimestre de cada ano que ocorre boa parte dessas contratações. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua do IBGE, divulgada ontem.

As dispensas dos temporários ocorreram principalmente na administração pública, onde houve desligamento de 366 mil trabalhadores, muitos deles professores contratados para trabalhar entre março e dezembro. No comércio, foram demitidos 114 mil temporários; na construção civil, 106 mil; e na indústria ,60 mil.

— É um dado que dialoga com o atual momento do mercado, de baixa retenção de trabalhadores — diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimentos do IBGE.

A falta de disposição do empresariado para abrir vagas elevou o número de desempregados para 13,4 milhões e fez a taxa de desemprego subir a 12,7% nos três primeiros meses do ano.

RIO TEM TAXA DE 15,3%

O desemprego cresceu em 13 estados e no Distrito Federal no período. As maiores taxas foram observadas em Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%). No Rio, o desemprego ficou estável em 15,3%.

Na manhã de ontem, centenas de cariocas ficaram, sob chuva, na fila de um feirão de empregos no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. Karina Macedo, de 24 anos, foi uma das candidatas a uma das 437 vagas oferecidas, nos setores de serviço e comércio. Sem emprego há um ano, a jovem, que mora em Caxias, saiu de casa às 4h da madrugada e, quando chegou à feira, a fila já dobrava a esquina.

— Quero fazer faculdade de Pedagogia, mas, por ora, aceito o que aparecer, porque emprego está bem difícil — comenta Karina, que já trabalhou em quatro empresas, sendo que em duas com carteira assinada.

Desempregado há três meses, Marlon dos Santos, de 26 anos, já passou por outros processos seletivos, mas não conseguiu uma vaga devido à exigência de experiência. Ele cursa Gestão de Recursos Humanos e mora com a avó, que sustenta a família com a pensão de um salário mínimo:

— Gostaria de achar um emprego na minha área, mas a vaga que não exigir experiência é a que vou me candidatar.

Segundo o IBGE, a taxa de subutilização do primeiro trimestre foi a maior desde 2012 em 13 dos 27 estados. Esse grupo reúne os desempregados; as pessoas que trabalharam menos de 40 horas por semana, mas gostariam de ter carga horária maior; os desalentados, que desistiram de procurar; e as pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas não procuraram emprego ou estavam impedidas por motivos diversos, como cuidar de um parente doente.

Os desalentados chegaram a 4,8 milhões. Desse total, 60,4% estão no Nordeste.

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