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17/06/2019 | Pressão no trabalho eleva diagnósticos de ‘burnout’ - O Globo

No início dos anos 2000, o aumento dou sode computadores fez aumentar os casos de afastamento do trabalho por Lesão de Esforço Repetitivo (LER). Nos tempos atuais, outro diagnóstico começa ase tornar comum no mercado de trabalho: o estresse crônico conhecido como burnout. A síndrome passou a atingir tantas pessoas que a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente a inclusão desse tipo de esgotamento psíquico na próxima revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID). No Brasil, uma pesquisa da Isma-BR, representante da International Stress Management Association, mostrou que 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho têm alguma sequela causada por estresse. Desse total, 32% sofrem de burnout.

A administradora Helloá Regina, de 25 anos, foi diagnosticada em 2015. Estava sobrecarregada com excesso de trabalho com cursos, voluntariado e tarefas domésticas. Um dia, entrou em colapso. —Eu estava sempre doente, minha imunidade era muito baixa. Tive uma crise de ansiedade e achei que estava enfartando, mas fiz exames que mostraram tudo bem. Um dia, meu celular despertou e não tive forças para levantar e ir trabalhar. Foi quando resolvi procurar terapia e comecei a cuidar de mim —conta Helloá, que precisou se afastar do trabalho por mais de um ano. Depois de se recuperar, a administradora decidiu ajudar outras pessoas a descobrir se estão passando pelo mesmo problema.

Para isso, aprofundou estudos sobre o burnout e criou um grupo no Facebook para a troca de experiências. Sabrina Ferrer, psicóloga chefe do Fala Freud, plataforma virtual de terapia, observa que, embora seja reconhecida desde 1974, a síndrome ainda é negligenciada, vista como “frescura”: — Cerca de 70% dos casos são advindos do trabalho. São pessoas que vivem sob pressão, com prazos de entrega curtos, e chefes que não têm um gerenciamento adequado da equipe. A situação leva a pessoa anão ter disposição paranada, e isso pode evoluir para doenças físicas, com odores de cabeça, gastrite e alergias Foi o caso da gerente financeira Suellen Vieira, de 33 anos.

Ela começou ater sintomas após retor narda licença maternidade e supôs que tinha depressão pós-parto. Só desconfiou de algo profissional quando percebeu que ficava ansiosa aos domingos, prestes a voltar à rotina semanal. Até que um dia, atrasada para o trabalho, chegou ao limite: —Eu tinha uma reunião importante, mas me deparei com um viaduto interditado e um enorme congestionamento. Descido ônibus, peguei um táxi, mas mesmo assim chegaria 12 minutos depois.

Desmaiei dentro do carro. O motorista me levou para o hospital às 8h, mas só acordei às 13h. Descobri a síndrome e iniciei acompanhamento psicológico. O tratamento é composto por terapia, aliada à mudança de estilo de vida: alimentação saudável, exercícios físicos e mais tempo para socialização. Também é essencial diminuir o uso de aparelhos tecnológicos — como TV e celular — para aumentar o tempo em contato com a natureza. Para Ana Paula Cunha, doutora em Psicologia e professora do IBMR, empresas que investem no ambiente de trabalho têm vantagens:

— Pessoas saudáveis tendem a ter mais proatividade frente aos desafios profissionais.

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