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27/06/2019 | Com aposta em reforma da Previdência, otimismo do varejo tem maior alta do ano - Valor Econômico

Impulsionado por expectativas mais favoráveis, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,8 ponto entre maio e junho para 93,2 pontos. Foi a mais forte elevação desde dezembro de 2018 (5,5 pontos) sendo o primeiro resultado de alta do indicador no ano, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dois fatores levaram ao resultado, de acordo com Rodolpho Tobler, economista da fundação. Além de efeito calibragem referente ao mês passado, que mostrou recuo com intensidade anormal (queda de 5,4 pontos), o índice foi favorecido por notícias sobre o andamento da reforma da Previdência. O entendimento do empresariado do setor é de que a reforma dará maior fôlego fiscal ao governo.

Na avaliação de Tobler, o empresariado, à medida que diminui a preocupação com a questão fiscal, fica menos cauteloso, o que gera maior ritmo de investimentos na economia, tornando-a mais aquecida. Esse movimento tem impacto positivo no emprego e na renda do trabalhador - e, por consequência, no poder aquisitivo do brasileiro, bem como nas vendas do comércio, de acordo com o especialista.

Com a expectativa desse cenário, o empresariado passou a acreditar, em junho, que as vendas do comércio podem ter quadro mais favorável no fim de deste ano. "As expectativas realmente são muito voláteis. Mas creio que há hoje um certo otimismo [quanto ao futuro]", comentou ele. "Os empresários não estão enxergando o fim do ano tão ruim quanto se imaginava. As reformas estão caminhando, as vendas podem melhorar", afirmou Tobler.

Ele admitiu que a avaliação sobre momento presente ainda continua muito desfavorável. Enquanto o Índice de Expectativas (IE), um dos dois subindicadores do Icom, subiu 5,1 pontos entre maio e junho pra 99,9 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 1,5 pontos no período, para 86,8 pontos. Ao mesmo tempo, o ISA, em médias móveis trimestrais, caiu 3,1 pontos até junho, segundo trimestre consecutivo em queda e com recuo mais intenso do que o imediatamente anterior, (-2,1 pontos).

O economista da fundação reconheceu que os dados comprovam ritmo fraco de vendas no primeiro semestre do ano no comércio. "Mas o fato de não termos mais as expectativas em queda em junho contribui para pensarmos um cenário melhor no futuro", comentou ele. Para Tobler, não é impossível que o Icom volte ao patamar de 100 pontos, limite favorável do indicador, até o fim do ano. Porém ele frisou que essa possibilidade seria mais provável, caso o mercado de trabalho mostre sinais mais robustos de retomada no segundo semestre.

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