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02/07/2019 | Queda na indústria mundial se agrava com disputa no comércio - Valor Econômico

A queda na atividade industrial global se agravou em junho, com indicadores de todo o mundo ilustrando o grau com que o conflito comercial entre os EUA e a China vem afetando o crescimento. Um índice de atividade industrial global compilado por JP Morgan e IHS Markit caiu em junho ao menor nível desde 2012, com forte queda nas encomendas e o otimismo com os negócios na menor leitura já registrada. O dado de junho, 49,4 pontos (49,8 em maio), indica que a maioria das empresas relatou queda na produção.

Os mercados globais subiram ontem, após o encontro dos presidente dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, na cúpula do G-20, no qual Trump suavizou sua posição em relação à gigante tecnológica chinesa Huawei e chegou a um acordo para retomar as negociações comerciais. Mas os dados econômicos ilustram os danos provocados pela prolongada disputa entre as duas maiores economias do mundo e pela recente escalada nas tensões comerciais. Vários outros dados divulgados ontem ilustram o resultado decepcionante de empresas do setor industrial em todo o mundo.

Na China, a produção industrial sofreu uma recaída após três meses de crescimento, com o índice dos gerentes de compras Caixin-Markit caindo abaixo de 50. Eleanor Olcott, economista da consultoria TS Lombard, diz que a queda das novas encomendas - tanto na pesquisa Caixin-Markit quanto na oficial - sugere que a economia da China está desacelerando além do impacto das tarifas sobre as exportações do país.

Outras economias da região também estão sofrendo. A Coreia do Sul, vista como referência global, teve em junho (ante o mesmo mês de 2018) a maior queda das exportações em três anos e meio. No Japão, o índice Tankan, que inclui grandes fabricantes, caiu ao menor nível desde 2016, refletindo a desaceleração nos principais mercados exportadores asiáticos. O cenário também é desanimador na zona do euro, onde a maioria das fábricas das grandes economias da região, à exceção da França, relataram queda na produção.

No Reino Unido, onde o problema é agravados pelas incertezas com o Brexit, o índice da IHS Markit caiu ao menor nível desde 2013. Os EUA são a única região em que a atividade industrial ainda parece estar em expansão, mas mesmo lá a tendência é preocupante: o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM), divulgado ontem, indicou o menor crescimento desde outubro de 2016 e também uma queda nas novas encomendas. Embora a trégua firmada na cúpula do G-20 tenha animado os mercados financeiros, economistas veem poucas chances de uma reação econômica no curto prazo. 

Holger Schmieding, economista-chefe do banco Berenberg, disse que a produção industrial poderá se estabilizar à medida que os estímulos chineses forem tendo efeito, desde que não haja uma nova escalada na guerra comercial. Mas acrescentou que a trégua no G-20 "não é um circuit breaker [mecanismo do mercado de ações que limita perda ou ganho excessivos]". "O impacto das tensões comerciais sobre a confiança nos negócios está ficando mais pronunciado", diz Chetan Ahya, economista-chefe do Morgan Stanley, alertando que a trégua no G-20 não foi suficiente para acabar com as incertezas comerciais, que vêm afetando os investimentos. O pior da desaceleração industrial está ocorrendo nos bens intermediários - os mais comercializados globalmente.

Os bens de consumo têm sido menos afetados, com a demanda sustentada pelo forte nível de emprego e alta dos salários em muitos países ricos. "Não estamos numa recessão porque o consumo, mercados de trabalho e os serviços estão sustentando a economia. Até agora, a desaceleração parece concentrada na indústria e no comércio", disse Christian Keller do banco Barclays. Mas economistas temem que essa desaceleração industrial possa levar à perda de empregos e então se espalhar para o setor de serviços, que em muitos países ainda é um ponto relativamente positivo.

Schmieding disse que a possibilidade de corte da taxa de juros nos EUA e de mais estímulo econômico do Banco Central Europeu (BCE) poderão reforçar a confiança e estimular os mercados financeiros, mas isso não levará a uma recuperação do setor industrial. Economistas do ABN Amro também veem pouca chance de uma aceleração, apesar dos sinais positivos no G-20. "Grande parte dos danos provocados pela guerra comercial tem ocorrido na forma de uma grande queda da confiança nos negócios", escreveram eles. As empresas não se sentirão confiantes o suficiente para investir, uma vez que houve "poucos detalhes sobre como as diferenças [entre EUA e China] foram resolvidas, se é que foram."

 

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