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23/07/2019 | Analistas suspendem cortes nas projeções do PIB - Valor Econômico

Após meses de cortes nas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, os economistas colocaram as tesouras em compasso de espera. Apesar de alguns deles terem viés de baixa para suas estimativas, atualmente na faixa de 0,8% a 1%, os analistas aguardam ter maior clareza quanto aos efeitos da aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência sobre a economia e o esperado anúncio de medidas de estímulo de curto prazo, como a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

No boletim Focus divulgado ontem pelo Banco Central, a mediana das projeções para o avanço do PIB em 2019 interrompeu uma sequência de 20 semanas de revisões negativas - houve leve alta, de 0,81% para 0,82%.

Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o PIB permaneceu em 2,1%. O Bradesco está entre as casas que decidiram esperar para fazer novas revisões de estimativas. "Os dados recentes de atividade sugerem que o PIB de 2019 pode ficar abaixo do 0,8% projetado para este ano. Entretanto, decidimos manter nossa projeção nesse patamar por duas razões", escreveram os economistas em relatório. De um lado, afirmam eles, há dúvidas sobre qual será o comportamento da economia após a reforma da Previdência. De outro, há a expectativa da adoção de estímulos como a liberação de recursos do FGTS e do PIS/Pasep. Essas medidas, no entanto, teriam efeito temporário e concentrado no terceiro trimestre, avalia o Bradesco.

A Parallaxis estava prestes a rever a estimativa para o PIB deste ano, de crescimento de 0,8% para 0,5%, mas, a depender dos detalhes da liberação do fundo, como prazo, valores e faixas de renda que receberão o benefício, essa revisão pode não ocorrer, diz Rafael Leão, economista-chefe da consultoria. "Se for liberado no segundo semestre, salvaria a atividade no período. Mas depois disso o efeito morre, não é algo sustentável." Para o Banco Fibra, as revisões das estimativas de crescimento do PIB em 2019 para menos de 1% podem ter sido prematuras.

Segundo Cristiano Oliveira, economista-chefe do Fibra, a eficácia da política monetária segue "intacta", e a confiança do empresariado, que diminuiu nos primeiros meses do ano, tende a voltar a crescer, após a redução dos "ruídos" oriundos do governo com o passar do tempo. Além do anúncio dos estímulos de curto prazo, os economistas também aguardam o resultado do PIB do segundo trimestre para uma nova rodada de ajustes nas projeções.

Os dados fracos da atividade referentes a abril e maio trouxeram um temor de retorno à recessão, caso o PIB registre no segundo trimestre nova queda em relação aos três meses anteriores, feito o ajuste sazonal. No primeiro trimestre, houve recuo de 0,2% nessa base de comparação. Mas esse cenário é hoje minoritário entre os analistas. A mediana de 24 projeções colhidas pelo Valor Data entre os dias 18 e 19 julho aponta para alta de 0,2% do PIB no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre com ajuste sazonal.

Das estimativas, apenas duas são negativas e outras duas sugerem estabilidade no trimestre, enquanto 20 delas indicam alta, de 0,1% a 0,5%. Para a economia recuar por dois trimestres consecutivos em relação aos três meses anteriores, o PIB de abril a junho precisaria ter alta de 0,3% ou menos na comparação com o mesmo período do ano anterior, diz o economista Rodrigo Nishida, da LCA Consultores. "Não dá para descartar, mas ainda é mais provável ter um crescimento, mesmo que pequeno." Hoje, a mediana das estimativas dos analistas consultados pelo Valor Data aponta para alta de 0,8% no PIB do segundo trimestre sobre o mesmo período de 2018. No sistema Focus, a projeção mediana está em 0,7% - ainda distante, portanto, da "zona de perigo" apontada por Nishida, com base no ajuste sazonal do IBGE.

A comparação com o segundo trimestre de 2018 é favorecida pela base fraca, devido à greve dos caminhoneiros no ano passado. Embora a maioria dos economistas espere um PIB ligeiramente positivo no trimestre, o resultado de junho deve ser ruim. Os indicadores coincidentes da indústria apontam para nova queda da produção no mês.

Os analistas também esperam mais um número pouco animador no mercado de trabalho formal, com geração de apenas 35,9 mil vagas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), segundo a mediana do Valor Data. O desempenho fraco da atividade esperado para junho faz com que o Itaú Unibanco projete preliminarmente alta de apenas 0,1% para o PIB do terceiro trimestre em relação ao anterior, devido ao carregamento estatístico desfavorável deixado por um mês que parece ter sido pior do que abril e maio. Com isso, o crescimento pode perder ritmo em relação à alta de 0,4% prevista pelo banco para o segundo trimestre.

Para que a projeção do Itaú de um avanço de 0,8% no PIB de 2019 se concretize, é necessária uma aceleração da atividade na segunda metade do ano, para um crescimento médio de 0,5% no terceiro e quarto trimestres sobre os três meses anteriores. Logo, se a desaceleração de julho a setembro se confirmar, será necessário revisar para baixo a projeção para o ano, avalia Luka Barbosa, economista do Itaú. Mas seria coisa pouca, para algo perto de 0,7%, diz.

Já a Oxford Economics optou por não esperar e revisou para baixo sua estimativa para o PIB de 2019 para 0,5%, não descartando também um retorno à recessão no segundo trimestre. Os economistas Marcos Casarin e Felipe Camargo avaliam, no entanto, que a fraqueza da atividade no início de ano se deve em grande parte aos efeitos exógenos do desastre de Brumadinho e da crise argentina. "A decisão de cortar nossa estimativa para o PIB em 2019 para 0,5%, abaixo do consenso, não deve ser confundida com maior pessimismo", alertam.

Em relatório de 21 de junho, a consultoria projetava 1%. "Ao contrário, estamos mais otimistas sobre as perspectivas do Brasil do que há um ano", dizem, citando expectativa de novo corte da Selic, redução dos preços da energia e liberação do FGTS. Com isso, a consultoria acredita que a economia pode voltar a crescer a um ritmo anualizado de 2,5% no segundo semestre.

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