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26/07/2019 | País cria 408 mil empregos, mas Rio perde 6 mil postos - O Globo

Vagas com carteira assinada tiveram o melhor resultado no primeiro semestre desde 2014, mas Rio continua na contramão do país.

OBrasil criou 408.500 vagas de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. O resultado é o melhor para o período desde 2014. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Ministério da Economia.

O saldo do emprego é a diferença entre as contratações e a demissões. Nos seis primeiros meses deste ano, o país registrou 8.221.237 contratações e 7.812.737 demissões. No mesmo período do ano passado, por exemplo, foram abertas 392.461 vagas formais.

O Rio de Janeiro, porém, continua na contramão dos dados nacionais e fechou postos de trabalho no primeiro semestre. Segundo os dados do Caged, o estado registrou um saldo negativo de 6.762 vagas formais. No desempenho ruim pesaram os resultados da indústria e do comércio, que demitiram mais do que contrataram nos seis primeiros meses do ano.

RJ: CRISE PESA NO RESULTADO

Os ramos de serviço e agropecuária foram os que mais contrataram no Rio, mas não o suficiente para cobrir as baixas nos demais setores. Silvia Matos, pesquisadora sênior da área de Economia Aplicada da FGV, afirma que a crise nas contas do estado ainda pesa no desempenho da economia local.

— O Rio destoa. Todos os estados que passam por situação mais dramática de crise fiscal têm o emprego prejudicado —completou.

Em todo o país, a maior parte do resultado positivo se deve à geração de empregos no setor de serviços. Esse ramo gerou 272 mil vagas no primeiro semestre. Sílvia observa, no entanto, que o crescimento do setor de serviços aponta para empregos com baixa remuneração e produtividade menor. Em seguida, aparece a agropecuária, com 75 mil empregos. A indústria teve 69 mil novas vagas, e a construção civil, 57 mil.

O comércio foi único que mais demitiu do que contratou no primeiro semestre deste ano. Esse segmento da economia encerrou 88 mil postos de trabalho nos seus primeiros meses do ano.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, disse que os números mostram que este ano será melhor que 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

— Mas isso não pode ser descolado do desempenho geral da economia. Não será o ano que terá uma redução agressiva do número de desempregados no país — acrescentou Dalcomo.

A pesquisadora da FGV ressalta que o número ainda não é para comemorar:

— É um dado ainda fraco. O emprego informal infelizmente ainda prevalece. Na nossa visão, a taxa de desemprego deve continuar alta.

Os números oficiais do governo mostram também que, apenas em junho deste ano, a criação de empregos formais somou 48.436 vagas. Segundo o Ministério da Economia, esse é o melhor resultado para esse mês desde 2013, quando foram abertas 123.836 vagas.

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