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26.07/2019 | Com maior alta do ano, confiança do varejo dá sinais de recuperação - Valor Econômico

Dois indicadores anunciados ontem mostraram sinais de retomada sustentável da confiança no varejo, nos próximos meses. Enquanto a Fundação Getulio Vargas (FGV) apurou, em julho, a mais intensa elevação de confiança do setor no ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou melhor nível de estoques varejistas em mais três anos.

Para economistas da FGV e da CNC, os dados mostram que há recuperação da confiança do varejo em curso - mas lenta e gradual. Essa retomada deve continuar nos próximos meses, segundo especialistas, já que o consumo deve sentir o impacto dos saques de recursos de contas do FGTS, ativas e inativas, e PIS/Pasep, autorizados pelo governo.

Em julho, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) da FGV avançou 2,3 pontos ante junho para 95,5 pontos, a alta mais intensa desde dezembro de 2018 (5,5 pontos). Já o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da CNC caiu 1,1% entre junho e julho para 114,6 pontos, menor patamar desde novembro do ano passado (109,76 pontos). Entretanto, o índice de estoques do varejo calculado pela entidade ficou em 91,3 pontos em junho, alta de 0,7% ante junho, e 5% superior ao de julho de 2018.

Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV (pesquisa do qual o Icom é indicador-síntese) destacou que, no Icom, houve melhora tanto nas expectativas quanto na avaliação sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,8 ponto entre junho e julho para 88,6 pontos; já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7 pontos para 102,6 pontos. "Isso indica que, além de notar ritmo de melhora nas vendas do mês, o empresário tem uma continuidade de expectativas mais favoráveis", disse Tobler.

Ao ser questionado sobre o alcance do impacto na liberação de saques nas contas de FGTS e PIS/Pasep, ele observou que, embora não seja possível mensurar o exato impacto da medida na confiança do varejista, a ação deve trazer algum efeito positivo em vendas. "E isso afeta humor do empresário", afirmou ele. "É provável que [o Icom] continue a subir no próximo mês." Já Catarina Carneiro, economista da CNC, observou que, ainda que a entidade tenha apurado queda na confiança do varejo em julho, o bom nível de estoques sinaliza expectativa favorável para o setor, nos próximos meses. Ela acrescentou que o recuo de 1,1% é menos intenso que o de junho (-1,7%). "Isso indica que a confiança do empresário pode estar se recuperando, mas lentamente."

Assim como Tobler, ela concorda que a confiança do empresariado apurada pela CNC sofrerá influência da autorização de saques do FGTS e do PIS/PASEP. "O empresário vai melhorar sua confiança, mas não exatamente no mês que vem", disse. "Até porque o saque só vai ser autorizado em setembro e não temos como saber que parte desse recurso vai para o comércio", completou ela, não descartando porém continuidade de "amenização de queda" no indicador de confiança do empresário do mês que vem.

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