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08/08/2019 | Indústria paulista cresce no segundo trimestre, mas ainda não empolga - Valor Econômico

A produção das fábricas de São Paulo cresceu 1,4% no segundo trimestre, frente aos três meses anteriores, na contramão da média nacional do período (-0,7%). Divulgado ontem pelo IBGE, o resultado foi considerado positivo por analistas, embora preguem cautela devido à baixa base de comparação e às incerteza pela frente. São Paulo caminhou na contramão do restante do país porque sofre influência praticamente zero da atividade extrativa, que recuou 10,5% no segundo trimestre e puxou a média nacional para baixo.

Esse ramo foi afetado por uma paralisação das operações da Vale no Pará, além dos reflexos de Brumadinho e da menor produção de petróleo. Pela base de comparação interanual, o parque fabril paulista também mostrou um comportamento positivo. No segundo trimestre, a produção local cresceu 0,7% em relação ao mesmo período de 2018. Na média nacional, a produção mostrou um recuo de 1% por essa mesma base de comparação.

Por essa base de comparação interanual, 11 de 19 atividades industriais tiveram resultados positivos em São Paulo. Entre elas, estão a produção de máquinas e equipamentos (9,6%), automóveis (0,6%) bebidas (4,2%), vestuário (6,6%), papel e celulose (1,5%), produtos químicos (9,4%), produtos farmoquímicos (3%). Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), prefere cautela com o resultado. "Existe em São Paulo uma amenização do quadro recessivo da indústria", diz Cagnin. "Mas o positivo é isso, ou seja, o positivo é que a indústria de São Paulo já esteve pior."

O analista da pesquisa do IBGE Bernardo Almeida acrescenta que o desempenho da indústria de São Paulo tem sido instável, o que seria explicado pelo comportamento da indústria automobilística. Pela comparação interanual, esse ramo cresceu 0,6% no segundo trimestre, após ter recuado 5,5% no primeiro trimestre. "O período foi caracterizado por bastante volatilidade na indústria paulista no setor de veículo automotores, que é um setor com maior concentração da indústria. E isso está ligado à crise da Argentina, além de fatores conjunturais do país", disse o pesquisador.

O segundo trimestre não foi melhor para a indústria paulista porque junho atrapalhou. A produção paulista recuou 2,2% no mês, frente a maio. O resultado não foi pior, contudo, que o registrado no Rio de Janeiro, de queda de 5,9%. Segundo Almeida, a baixa da indústria fluminense é explicada pelo desempenho negativo da indústria extrativa. "Essa queda está relacionada à extração de petróleo e gás natural. Podemos destacar, ainda, a influência negativa de derivados de petróleo", disse. 

A produção da indústria recuou em dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em junho, na comparação a maio. Além do Rio de Janeiro, as quedas mais intensas ocorreram nas indústrias de Pernambuco (-3,9%) e Bahia (-3,4%). Já o Pará cresceu 4,9%, recuperando parte das perdas dos últimos meses. 

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