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19/08/2019 | Indústria 4.0 também cria oportunidades de trabalho - O Globo

Se a automação ameaça atividades, novas oportunidades de emprego trazidas pelas inovações vão se abrir, inclusive na indústria. Pelo menos 30 novas profissões em oito áreas devem surgir nos próximos cinco ou dez anos, com o avanço da chamada Indústria 4.0, como tem sido chamada a revolução tecnológica no setor produtivo. A estimativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

No setor automotivo, por exemplo, a previsão é de mais vagas para mecânicos de veículos híbridos ou técnicos em informática veicular. Na construção civil, gestores de logística de canteiro de obras ou técnicos de automação predial terão mais chances. No ramo têxtil, devem surgir profissionais como designer de tecidos avançados. No de tecnologia, haverá mais espaço para especialistas em big data, a gestão de dados. Outras profissões que devem se transformar estão em setores como petróleo e gás, química e petroquímica e máquinas e ferramentas.

Na Gupy, empresa de recrutamento baseada em inteligência artificial de São Paulo, a tecnologia, em vez de demitir, tem gerado vagas. Criada em 2015, a empresa tinha 30 funcionários no início de 2018. Hoje, são 100, metade deles na área de tecnologia .

Com algoritmos, os cerca de 1 milhão de currículos na base de dados da empresa podem ser ranque a dosem 33 minutos. Se o mesmo processo fosse feito por uma pessoa, seriam necessárias 21 mil horas. Com a tecnologia, a empresa alcança alta produtividade, um dos principais problemas da economia do país, sem dispensar especialistas de carne e osso.

—Nosso trabalho não substituiu totalmente a mão humana. Fazemos uma pré-seleção que depois precisa ser analisada por pessoas do setor de recursos humanos — diz Guilherme Dias, sócio da Gupy.

A Indústria 4.0 integra o mundo físico e virtual. O grande desafio no Brasil, concordam os estudiosos do assunto, será qualificar e requalificar as pessoas para essas novas funções, o que inclui a melhoria do ensino e programas de atualização para profissionais que já saíram da escola ou da universidade.

— A tecnologia vai destruir muitos empregos, mas também vai gerar novos. Um levantamento do Fórum Econômico Mundial mostrou que serão 133 milhões novos empregos no mundo nos próximos cinco anos. Mas será preciso um esforço para preparar as pessoas para preencher essas vagas, incluindo o Brasil — diz Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai.

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