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26/08/2019 | Equidade salarial ainda é desafio nas corporações - O Globo

Uma análise ainda inédita do núcleo de Pesquisas de Economia e Gênero da Facamp (Faculdades de Campinas) mostra que a questão da diferença salarial ainda é algo gritante no Brasil. E, quanto maior a qualificação feminina, mais aumenta a disparidade de salarial.

Outra conclusão é que mulheres com instrução ganham quase o mesmo que os homens sem instrução. Nos segmentos em que a participação feminina é menor, a diferença da remuneração diminui. —No caso das Forças Armadas, por exemplo, as mulheres ganham até um pouco a mais por conta dos cargos que ocupam, geralmente em áreas administrativas diferente da massa —revela Juliana de Paula Filleti, pesquisadora e economista da Facamp. Nos setores com predominância feminina —como na educação —a média salarial das mulheres é bem menor: 58% dos salários dos homens, compara a pesquisadora e economista da Facamp, Daniela Goyareb. Nos cargos de liderança, elas são 38% dos diretores e gerentes. No entanto, recebem 68% do salário dos homens.

FALTA DE ESTÍMULO

As profissionais de ciências e intelectuais ganham 60% do salário médio dos seus pares de profissão e não têm o mesmo reconhecimento. Para tanto, a L’Oréal Brasil, em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), realiza o concurso “Para Mulheres na Ciência”, com objetivo de transformar o cenário científico, contribuindo para o equilíbrio de gêneros na área. Todo ano, sete pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil, cada, para darem prosseguimento aos seus estudos. A ganhadora na categoria Matemática, Jaqueline Mesquita, da UnB, estuda problemas que envolvem equações diferenciais funcionais em medida e equações dinâmicas funcionais em escalas temporais. Ela luta para vencer os estereótipos e deseja incentivar jovens a buscar a carreira na área.

—As meninas nunca são estimuladas a ir para a área de exatas. Quando uma menina diz que quer estudar matemática, todo mundo acha estranho —pondera. Hoje, as mulheres são maioria no antigo reduto masculino do setor de seguros. No entanto, a diferença salarial em relação aos homens é significativa. Atualmente, as mulheres respondem por 55% da mão de obra no mercado de seguros. No entanto, recebem, em média, 71% do salário dos homens. É o que revela o terceiro estudo “Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil”, coordenado pela Escola Nacional de Seguros (ENS), também inédito. —Vejo a preocupação das empresas em aumentar a diversidade como uma decisão estratégica. O mercado de seguros vende para todos os públicos e não pode ser gerido só por homens. Ainda mais se pensarmos que são as mulheres que definem as prioridades financeiras em casa — acrescenta Maria Helena Monteiro, diretora de Ensino Técnico da ENS. Rodrigo Vianna, diretor do Talenses Group e membro da Aliança para Empoderamento da Mulher, acredita que a principal forma de inserir políticas de equidade de gênero nas empresas é tornar esse assunto prioritário na agenda da presidência. —A mudança só acontecerá dessa maneira. No entanto, muitos CEOs ainda não foram sensibilizados pelo tema. A partir disso, é necessário implantar, sim, políticas formais para a contratação de mulheres. Apenas dessa maneira é possível combater vieses inconscientes e preconceitos para atingirmos um maior equilíbrio de gênero no mercado de trabalho.

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