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18/09/2019 | Candidatos passam a noite em fila de mutirão de emprego no centro de SP - O Estado de S. Paulo

Estou empolgadíssimo”, comemorou José Augusto de Lima, de 70 anos, depois de conseguir uma entrevista de emprego. A oportunidade surgiu num mutirão com 5,2 mil vagas de trabalho organizado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), na sede do Sindicato dos Comerciários, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo. A distribuição de senhas de atendimento começou na última terça-feira, 17, e o mutirão vai até sexta-feira, 20. A expectativa é de que sejam entregues 6 mil fichas até lá. 

Lima chegou na sede do sindicato por volta das 14h da segunda-feira, mas não teve de passar a noite na rua. Por causa de sua idade, o sindicato permitiu que ele fosse para casa e retornasse no dia seguinte sem perder o lugar. 

Às 6h30 desta terça ele voltou e conseguiu marcar uma entrevista para uma vaga de repositor em um mercado na zona norte da cidade. O trabalho ideal, segundo ele, é de motorista, mas, no momento, por estar parado há quatro meses, aceita outras ocupações. “Estou aqui por necessidade e porque gosto também. Gosto de estar sempre ativo e atualizado.” 

Ao contrário de Lima, José Roberto Domingos, de 50 anos, passou a noite no Anhangabaú para garantir o atendimento. “Foi até uma noite agradável, quente”, diz. Ele foi o primeiro da fila dos madrugadores, que começou a se formar às 13h40 de segunda-feira.

O ex-segurança estava distribuindo currículos pelo centro de São Paulo e, prestes a pegar o metrô Anhangabaú para voltar para casa, em Parada de Taipas, na zona norte, decidiu passar no Sindicato dos Comerciários, a poucos passos do metrô, para se informar sobre o novo mutirão. 

Ao descobrir que seria logo no dia seguinte, resolveu ficar para tentar a primeira vaga fixa desde maio de 2018, quando um corte de gastos atingiu seu emprego e passou a vender água na rua. Perguntado como faria para passar a madrugada, respondeu: “Na fé e perseverança”.

O esforço valeu a pena. Domingos conseguiu sair do mutirão já com uma vaga de emprego. Ele, que foi bem nos testes realizados no computador e na conversa com o recrutador, vai ser auxiliar de laticínios em um supermercado na Vila Olímpia. O ex-segurança ainda não sabe quando começa no novo cargo, mas tem uma visita marcada na loja na quinta, 19, e escolheu trabalhar no turno da noite por conta do trânsito. 

Dia anterior 

O toldo de proteção contra o sol ainda estava parcialmente montado quando os primeiros candidatos a uma vaga de emprego chegaram no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, na tarde de segunda-feira, 16, e começou a fila na véspera do quarto mutirão de emprego promovido pelo União Geral dos Trabalhadores (UGT), em parceria com o Sindicato dos Comerciários e o Sindicato dos Padeiros.

Alguns chegaram equipados com lençol para passar a madrugada na fila ou maquiagem para disfarçar as olheiras diante do recrutador, assim como também havia gente que descobriu no susto que o mutirão seria realizado a partir de terça-feira, 17, e resolveu ficar pelo centro para garantir uma senha que dá direito a participar da triagem de candidatos.

Por mais que o desemprego tenha recuado no segundo trimestre deste ano, o País ainda tem 3,347 milhões de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. 

Qualificação 

Segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, o sindicato fechou parcerias para oferecer cursos profissionalizantes aos candidatos com entidades como Senac, Senai e Centro Paula Souza. “No outro mutirão (em março deste ano), teve gente que não foi contratada pela falta de capacitação, por não saber mexer em um computador”, diz. 

Além disso, o Magazine Luiza ofereceu um treinamento para montagem de currículos em plataformas digitais - há empresas que exigem cadastro no site para os interessados em uma vaga de trabalho. “A gente quer treinar 800 pessoas por dia, para conseguir dar essa noção”, disse o coordenador de relações sindicais da empresa, Renato Moreira. 

O candidato de número 1.500

Quem passou o dia esperando a senha sofreu com o calor - os termômetros na região marcavam 30°C ainda de manhã. André de Moraes, de 39 anos, pegou a última senha do dia, de número 1500. Com experiência como auxiliar de almoxarifado, está parado há cerca de quatro meses e faz bicos de cozinheiro para se manter. 

Quem conseguiu pegar uma senha, passou por uma triagem, já dentro do sindicato, para avaliação do perfil do candidato - já na fila é distribuída uma lista com empresas e vagas. Depois, o candidato conversa diretamente com o RH de uma das 40 empresas que participam do mutirão e pode sair com uma entrevista marcada.

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