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25/09/2019 | Conexão entre empresas e transportadores agiliza logística - Valor Econômico

Com mais de 60% das cargas distribuídas pelo modal rodoviário, mesmo em distâncias em que as estradas não são competitivas, soluções tecnológicas ganham cada vez mais espaço no setor de logística. Um dos principais avanços recentes são aplicativos que conectam empresas e transportadores. Um exemplo está na CargoX, criada pelo empreendedor argentino Federico Vega, que andava de bicicleta pelo Brasil e sempre encontrava dificuldade de saber onde pernoitar nas estradas pela falta de informações. Notava que os caminhoneiros tinham a mesma dificuldade. Criou um aplicativo para conectar empresas a caminhoneiros. Um dos destaques é o uso de Big Data e análise de dados para evitar roubos de cargas.

Com informações colhidas pelos motoristas cadastrados no aplicativo e Big Data, a empresa passa a buscar informações sobre os melhores postos para se pernoitar ou abastecer o veículo, o que também reduz possibilidades de roubo de cargas, um dos principais problemas enfrentados no setor de logística no Brasil. O sistema ainda coleta informações sobre os veículos, idade da frota, o que pode contribuir na renovação do seguro. “Os caminhoneiros usam bastante celulares e aplicativos, a tecnologia então funciona muito bem com o público.” 

“Os roubos são maiores nas paradas, então com Big Data e algoritmos buscamos dar mais segurança”, afirma Vega. Hoje cerca de 300 mil caminhoneiros integram o aplicativo. A análise de dados ainda é usada para ranquear os motoristas e também para identificar a possibilidade de reduzir a ociosidade nas viagens de volta dos embarcadores. Um levantamento da Cargo X apontou que os caminhões rodam vazios 40% do tempo. Isso porque depois de deixar uma carga em um determinado ponto, o caminhoneiro não tinha o que trazer de volta e acabavam seguindo viagem sem mercadoria, o que aumentava muito os gastos do motorista ou da transportadora. “Buscamos reduzir isso”, aponta.

Outra novidade foi a criação de linhas de capital de giro para os transportadores. Foram oferecidos R$ 40 milhões nessa modalidade neste ano, de olho numa informação: cerca de 95% das transportadoras no Brasil são de pequeno e médio porte. “Assim podemos oferecer melhores serviços para os clientes que contratam e melhores condições de trabalho para quem embarca”, aponta o empresário. A Edenred, que nasceu com o Ticket Restaurante na década de 1960, ganhou espaço no mercado logístico brasileiro em 2012, com a aquisição da Repom, uma das principais empresas de gestão logística e de cartões pré-pagos para caminhoneiros autônomos do país.

Em 2016, deu mais um passo ao comprar a Embratec, detentora das marca Ecofrotas e Ecobenefícios, que detinham operações de cartão de combustível, manutenção de frotas e frete. A operação brasileira é a maior do mundo. Para ganhar espaço entre os caminhoneiros, a empresa lançou ano passado um projeto piloto com um aplicativo que conecta embarcadores e transportadores. O foco foi no Centro-Oeste. Bem sucedida, a iniciativa se converteu no lançamento recente do Freto, plataforma totalmente digital desenvolvida para conectar diretamente transportadores com o embarcador, funcionando como um marketplace da indústria para transporte de carga pesada.

No painel do Freto, os transportadores podem consultar as cargas disponíveis, o volume e o valor do frete. A plataforma busca maximizar a conexão entre embarcador e transportador e reduzir a ociosidade nas viagens de volta. Ainda foi feito um mapeamento dos postos de gasolinas em algumas rotas para identificar os melhores preços e para que os transportadores tenham melhores condições de negociar o diesel, afirma Jean-Urbain Hubau, diretor-geral de Frota e Soluções de Mobilidade da Edenred Brasil. “O aplicativo ainda tem muito potencial de crescimento no Brasil, que tem o modal rodoviário como principal meio de escoamento da produção”, destaca. Foi lançada recentemente uma conta digital para os usuários cadastrados, o que permite que os caminhoneiros possam gastar pelo celular em restaurantes, postos de gasolinas ou hotéis em que se hospedarem. “Isso cria mais facilidades.”

Os dados da mercadoria e o valor definido para o transporte são cadastrados diretamente pelo embarcador e diante da disponibilidade, basta sinalizar com um clique o interesse no transporte e a contratação é iniciada. Os embarcadores acessam a lista dos caminhoneiros interessados no seu frete, que ingressam na plataforma após atenderem critérios de compliance, como habilitação específica e permissão para o transporte de determinadas cargas, processo que faz da plataforma uma aliada para garantir as regras estabelecidas para o setor. 

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