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25/09/2019 | Brasil vai levar anos para recuperar grau de investimento, diz Moody’s - Valor Econômico

A economia está melhorando; o risco diminuiu; as reformas estão avançando. Mas a volta do Brasil ao grau de investimento ainda vai demorar alguns anos, disse ontem a vice-presidente e analista sênior de risco soberano da Moody’s, Samar Maziad. Segundo a executiva, a aprovação das mudanças no sistema de Previdência é importante para a manutenção do status atual do país, e não um gatilho para a melhora da nota de crédito. O Brasil é classificado na escala da Moody’s como “Ba2”, dois níveis abaixo do grau de investimento. 

O aumento da nota, ressaltou Samar, depende do avanço da agenda de reformas, da recuperação do crescimento econômico e da melhora na situação fiscal. “A aprovação da reforma da Previdência não é um gatilho para [elevar] o rating. O cenário-base para manter o rating atual é ter sustentabilidade fiscal”, disse, em evento promovido pela agência de classificação de risco. 

Samar afirmou que o corte da taxa Selic pelo Banco Central reflete a perspectiva de uma melhor situação fiscal com a reforma. Para ela, os juros mais baixos vão ter impacto na demanda e nos investimentos, mas ainda não há perspectiva de uma retomada forte da economia. A Moody’s prevê crescimento de 0,9% no PIB em 2019 e em torno de 2% em 2020. Em relatório divulgado ontem, a agência indicou que o crescimento potencial do Brasil está estagnado entre 2% e 2,5% e a única forma de elevar esse ritmo é avançar com uma agenda de reformas que inclua mudanças no código tributário, no setor financeiro e um amplo programa de privatizações e concessões. O economista Luiz Fernando Figueiredo, sócio-fundador da Mauá Capital, também disse que vai demorar para o Brasil se recuperar do “desastre” fiscal praticado nos últimos 15 anos. “Tem que ter paciência”, afirmou, em apresentação no evento da Moody’s. 

De acordo com o ex-diretor do Banco Central (BC), a necessidade de arrumar a casa deve proteger o país em caso de recessão global - cenário que ele considera improvável. “Imagina que está todo mundo no nível do mar. O Brasil está 20 metros debaixo da água. Se vier um tsunami, o Brasil não vai nem sentir que passou. Mas, se não subir a tempo, morre asfixiado”, disse. O maior risco para o país, segundo Figueiredo, não é a turbulência que vem de fora, mas sim deixar inacabado o processo de ajustes fiscais e na economia. “Se o país não virar a página [da questão fiscal], a gente não vai conseguir atacar a agenda que talvez vá fazer o Brasil crescer: a agenda microeconômica”, afirmou. No entanto, Figueiredo disse considerar que o país está diante de uma grande oportunidade de atacar esse problema, já que pela primeira vez há uma agenda genuinamente liberal, e o presidente Jair Bolsonaro tem dado espaço para a equipe econômica agir. Para o economista, o governo cria ruídos desnecessários e fala “bobagem” de forma “impressionante”, mas erra pouco e tem uma equipe muito boa. Na visão de Samar, um fator positivo para o Brasil é que o nível de incerteza política diminuiu. Comentários polêmicos do presidente Jair Bolsonaro até podem afetar o sentimento dos investidores de alguma forma, disse a executiva, mas não mudam o fato de que o foco está nas reformas e no aumento da competitividade da economia.

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