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27/09/2019 | Algum otimismo com o mercado de trabalho - O Globo

Mesmo que ainda haja pessimismo com a retomada em breve do crescimento econômico a taxas capazes de reduzir em ritmo razoável o contingente de 12 milhões de desempregados, as mais recentes estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) justificam algum otimismo.

Em agosto, pelo quinto mês consecutivo, a economia abriu vagas no mercado de trabalho formal, aquele com carteira assinada: 121.387, o melhor resultado desde o mesmo mês de 2013, na véspera do início da perda de velocidade do PIB, que geraria a maior recessão de que se tem registro, no biênio 2015/16. A produção de bens e serviços encolheu mais de 7%, causa da demissão de centenas de milhares de pessoas. A taxa de desemprego, no nível de 5%, na média de 2013, ultrapassaria os 12% em 2017. Mantém-se nesta faixa, também devido à regra estatística seguida internacionalmente que retira do contingente dos desempregados quem desistiu de procurar recolocação no mercado de trabalho. Aos primeiros sinais de retomada, as pessoas voltam a procurar e, por isso, pode haver elevação do índice de desemprego antes que ele comece a cair.

No período de janeiro a agosto, houve um saldo líquido de 593.497 novos empregos. Um crescimento de 1,5% em relação também aos primeiros oito meses do ano passado. Números modestos, mas animadores, diante da devastação econômica e social promovida pela heterodoxia petista adotada a partir do final do segundo mandato de Lula e aprofundada por Dilma Rousseff. Até que os malabarismos contábeis executados por ela e equipe, para não expor a desobediência a regras constitucionais de responsabilidade fiscal, deram as bases para seu impeachment.

Do ponto de vista macroeconômico, há condições favoráveis à retomada: o Conselho de Política Monetária (Copom), do Banco Central, acaba de cortar a taxa básica de juros de 6% para 5,5%, e ainda sinalizou em sua ata que existe margem para um “ajuste adicional no grau de estímulo monetário”. Traduzindo, pelo menos mais um corte até o final do ano. A inflação continua “ancorada” — os analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente pelo BC (Relatório Focus), projetam uma inflação de 3,44% para este ano, abaixo da meta de 4,25%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional para este ano.

Mas não existe crescimento por geração espontânea. No caso da economia brasileira, sem o restabelecimento da confiança na solvência do Estado, a ser feita pela reforma da Previdência, seguida de outras, não haverá segurança para a realização dos grandes investimentos de que o país necessita, fator-chave na aceleração do crescimento.

Os bons sinais emitidos por vários setores da economia devem ser entendidos como estímulo para que Congresso e governo federal possam avançar no projeto de ajuste amplo da economia. Nada está resolvido.

 

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