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04/10/2019 | Piora do setor de serviços agrava desaceleração global - Valor Econômico

O temor com a saúde da economia mundial aumentou ontem com a divulgação de uma série de dados ruins, o que pressionou para baixo as taxas de retorno nos mercados de bônus e alimentou apostas de novos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A escalada das tensões comerciais entre EUA e China criou uma nuvem negra sobre a economia mundial e os mercados financeiros, forçando os bancos centrais a reverter o aperto de suas políticas monetárias para proteger a recuperação econômica pós-crise. 

Uma série de dados econômicos ruins nos EUA, Reino Unido e zona do euro intensificaram o temor dos investidores de que os BCs podem não ter instrumentos para conter o impacto da guerra comercial do presidente Donald Trump. O consumo e o setor de serviços, a base da maioria das economias, há muito vinham se mostrando resistentes à desaceleração da indústria causada pela disputa comercial, mas os dados de ontem ampliaram o temor de que a fraqueza econômica esteja se espalhando. Índices de atividade do setor de serviços (PMI, na sigla em inglês) nos EUA, Reino Unido e Alemanha ficaram abaixo do esperado, com os dois últimos países mergulhando em território de contração. David Rosenberg, economista-chefe da gestora canadense Gluskin Sheff, chamou isso de “a grande propagação”. “Quem achava que poderíamos ter uma recessão na indústria e que isso não se espalharia para o setor de serviços estava sonhando”, afirmou.

O aumento da preocupação com uma possível recessão mundial no próximo ano - e a possibilidade de mais estímulos monetários como resultado - levou muitos investidores a buscar a segurança relativa dos títulos de dívida soberana de classificação elevada. Os mercados de ações globais caíram após a divulgação dos dados, com o índice S&P 500 recuando mais de 1%, mas se recuperando posteriormente para fechar em alta de 0,8%. As oscilações ocorreram um dia depois de quedas generalizadas nas bolsas; o índice FTSE AllWorld acumulada uma desvalorização de mais de 2% na semana. Os rendimentos dos bônus soberanos mais seguros recuaram para perto dos menores níveis. O rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos caiu 6,5 pontos-base para 1,53%, enquanto os rendimentos dos bônus referenciais comparáveis do Reino Unido e Alemanha caíram para 0,47% e - 0,59%, respectivamente. 

O temor de uma recessão segue crescendo, segundo Chris Rupkey, economista do banco Mitsubishi UFG. “Os investidores em ações não gostam do fato de a fraqueza do setor industrial estar contaminando a parte maior da economia, que emprega milhões de trabalhadores no setor de serviços.” Os operadores se preparam para a divulgação, na manhã de hoje, dos dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, mas agora apostam que o Fed vai cortar as taxas de juros no fim deste mês, pela terceira vez desde a crise financeira. A processadora de folhas de pagamento ADP estimou na quarta-feira que as empresas americanas do setor privado criaram 135 mil novas vagas no mês passado, abaixo das 157 mil de agosto e que já havia sido revisada para baixo após estimativa inicial de 195 mil. “O crescimento mundial está sob pressão parece que o Fed deverá agir mais rapidamente”, disse Jim Caron, gestor de fundos de bônus da Morgan Stanley Investment Management. Ele continua otimista de que os dados econômicos poderão melhorar, mas disse que isso dependerá da diminuição nas tensões comerciais.

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