• Pontaria Novo Governo
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

10/10/2019 | País pode ficar para trás em serviços, diz OMC - Valor Econômico

O comércio internacional de serviços se tornará cada vez mais importante e poderá crescer 50% até 2040, prevê a Organização Mundial do Comércio (OMC). A fatia dos países em desenvolvimento pode aumentar 15% no período, se eles forem capazes de adotar tecnologias digitais. Para o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, o Brasil “é um dos países que precisam investir na digitalização para não ficar atrás, para aproveitar o enorme potencial de crescimento do comércio internacional de serviços”. A fatia do setor de serviços no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil já é de 72%. “E o que está claro é que, em 2040, mais de 80% do PIB do Brasil é projetado para incluir serviços, e um enfoque político em manufaturas precisa ser reconsiderado, porque a maioria da economia será em serviços”, diz o professor Bernard Hoekman, ex-diretor do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial e hoje professor do European University Institute, na Itália.

Conforme novo relatório da OMC, a fatia de produção de serviços na produção total no Brasil é projetada para ser de 84% tanto no cenário de base (tendências atuais) como no cenário de digitalização (aumento adicional da produtividade, mais uso intensivo de tecnologia da informação na produção, redução de custos associados com digitalização). A média global seria de 82% e 84% respectivamente. O relatório não dá detalhes, mas aparentemente crê que nos dois cenários a digitalização será inevitável no país. Conforme a OMC, um maior uso de tecnologias digitais no Brasil pode reduzir em 12% os custos de operações comerciais com o exterior, acima da média mundial (queda de 9,3%).

Se a necessidade de interação pessoal também for reduzida, esses custos poderiam baixar outros 14,3% no país. Calcula que o crescimento médio da produtividade no Brasil em razão de digitalização ficaria em 0,88% por ano, comparado à expansão de 0,95% no resto do mundo entre 2018 e 2040. A OMC projeta para até 2040 um aumento de 11% da população no país, de 41% no PIB per capita, de 53% da mão de obra qualificada e queda no número de sem qualificação - mas todos abaixo da média global. No relatório, a OMC fez um exame mais aprofundado de serviços prestados por uma companhia com escritório ou subsidiária num país estrangeiro. Quando a “presença comercial” é contabilizada, o comércio internacional de serviços na verdade alcançou US$ 13,3 trilhões em 2017 - ou 20 pontos percentuais a mais do que tradicionalmente estimado.

Na média, o comércio internacional de serviços cresceu 5,4% por ano desde 2005, mais rápido do que os 4,6% do comércio de mercadorias, na média. Serviços financeiros e de distribuição são os mais comercializados globalmente, cada um representando quase 20% do total, seguidos por telecomunicações, audiovisual e serviços de computação, somando 13,2%. Outros segmentos, como serviços educacionais, de saúde e ambientais, também crescem rapidamente. Os custos em serviços são quase o dobro daqueles em mercadorias, mas caíram 9% entre 2000-2017 com a propagação de tecnologias digitais, menos barreiras e mais investimentos em infraestrutura.

Além das tecnologias digitais, as mudanças demográficas, o aumento da renda e o impacto de mudanças climáticas são tendências que afetarão o crescimento do comércio global de serviços. Elas vão criar novos tipos de comércio no setor, afetar a demanda, causar disrupção, mas também criar novos mercados, como no segmento ambiental. 

Fatos e Notícias

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02