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31/10/2019 | IGP-M acelera compressão concentrada, mas índice deve arrefecer em novembro - Valor Econômico

A pressão que acelerou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em outubro foi concentrada em poucos itens e deve arrefecer em novembro, quando o indicador deve registrar uma taxa menor, afirma André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Ibre-FGV. “A pressão foi muito concentrada em milho, minério e combustíveis. Sem eles, o IPA [índice de preços ao produtor] teria sido bem menor e o IGP-M também”, afirma Braz. O IGP-M acelerou a 0,68% em outubro, após registrar queda de 0,01% em setembro. A taxa veio abaixo do 0,81% esperado pelo mercado. Já o IPA subiu 1,02% em outubro, de 0,09% em setembro. Segundo o economista, as principais pressões de outubro não devem se repetir em novembro por causa da expectativa de um câmbio mais estável. Apesar disso, a taxa ainda será maior que a registrada no mesmo período do ano passado, quando caiu 0,81%. “Repetir isso é difícil”.

O IGP-M é um indicador muito volátil, o que dificulta previsões, mas numa estimativa bem preliminar pode ficar em torno de 0,30% no próximo mês, calcula. O IPC-M caiu 0,05% em outubro, após recuar 0,04% em setembro. “A pressão no IPA esteve em commodities que afetam muito indiretamente o consumidor, como o milho. Além disso, a energia elétrica puxou o índice para baixo”, afirma Braz. A conta de luz saiu de alta de 1,28% para queda de 2,07% entre setembro e outubro e foi a principal influência negativa nos preços ao consumidor. 

Apesar da bandeira vermelha nível 1 que vai encarecer as contas de luz em novembro, o IPC deve seguir registrando taxas baixas até o fechamento do ano, estima o economista. Há espaço para o índice subir a 0,20% no próximo mês, a depender da magnitude das variações de itens como os alimentos in natura, muito afetados pelas chuvas que geralmente ocorrem no período. Braz chama atenção para a proximidade entre os acumulados de 12 meses do IPA (3,09%) e do IPC (2,85%), na comparação com o ano passado, que nesta época estavam em 14,3% e 4,6%, respectivamente. “Indica uma demanda menor por insumos industriais por causa da fraqueza da atividade”, diz.

Um sinal de que a ociosidade da economia tem contribuído para a situação muito comportada da inflação. A estabilidade maior no câmbio e na oferta de produtos agrícolas - não houve quebra de safras relevantes - neste ano também ajudou. Para 2020, o aumento de 2,4% nas contas de luz por causa do repasse de despesas do setor elétrico para os consumidores, que pode chegar a R$ 20,6 bilhões, não muda de forma importante as expectativas de inflação para o período. “Há espaço para acomodar esse aumento. Mas representa mais um desafio para o setor produtivo”, diz Braz. 

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