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19/09/2018 | O futuro dos empregos - O Estado de S.Paulo

 

Editorial

Está em andamento uma revolução no mundo laboral, com efeitos profundos sobre a relação entre seres humanos, máquinas e algoritmos no trabalho, afirma o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla original), em seu recente estudo The Future of Jobs Report 2018. A inovação tecnológica, que muitos chamam de Quarta Revolução Industrial, deve eliminar até 2022 cerca de 75 milhões de vagas de emprego em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as novas tecnologias deverão ocasionar a criação de postos de trabalho em outras áreas. A estimativa é de que, em cinco anos, sejam criados 133 milhões de emprego, por força das mudanças tecnológicas. O resultado da conta é francamente positivo – mais 58 milhões de postos de trabalho em todo o mundo –, mas contém um desafio. Os novos empregos demandam mais habilidades e melhor qualificação.

O WEF analisou o futuro do trabalho em 12 setores de 20 países, desenvolvidos e emergentes, que representam cerca de 70% do PIB mundial. O objetivo foi compreender como as novas tecnologias estão mudando as vagas de emprego, além de oferecer possíveis caminhos para melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho, hoje e no futuro.

O estudo destaca que algumas tecnologias, como a automação, a robotização e a digitalização, têm aplicações muito distintas em cada área. Ainda que o seu uso deva aumentar, elas continuarão tendo efeitos mais setorizados. As tecnologias que devem ser amplamente difundidas nos próximos cinco anos são a internet móvel de alta velocidade, a inteligência artificial, a análise de big data e o armazenamento em nuvem.

Em relação aos postos de trabalho, deve haver um aumento de demanda em ocupações relacionadas à tecnologia, como analista de dados, desenvolvedor de software e aplicativos, especialista em comércio eletrônico e em mídias sociais. O WEF projeta também um crescimento de vagas de trabalho em áreas de claro perfil humano, como profissionais de atendimento ao cliente, gerentes de inovação, especialistas em treinamento e desenvolvimento organizacional. Trata-se de uma importante observação: o futuro do trabalho não está enclausurado em áreas estritamente tecnológicas. As vagas com maior projeção de declínio estão concentradas em áreas mais administrativas, como contabilidade e auditoria.

A proporção entre trabalho realizado por seres humanos e por máquinas e algoritmos é hoje de 71% para 29%, diz o estudo. Em 2022, essa relação deverá ser de 58% para 42%. A maior expansão da participação das máquinas deve ocorrer em tarefas administrativas, de análise e tomada de decisões e de busca de informações. Mas mesmo as tarefas hoje realizadas predominantemente por seres humanos, como comunicação, gerenciamento e aconselhamento, começarão a ser executadas por máquinas e algoritmos. Até 2025, mais da metade do trabalho (52%) deverá ser executada por máquinas e algoritmos.

O estudo destaca que as mudanças no mundo do trabalho exigirão novas habilidades e novas qualificações. Estima-se que, em cinco anos, deverá haver mudança em 42% das habilidades hoje exigidas no trabalho. A previsão é de aumento da importância de habilidades como pensamento analítico, capacidade de aprendizagem, bem como as diferentes competências relacionadas à tecnologia. Mas o estudo lembra que o mundo do trabalho em 2022 também exigirá outras habilidades, tipicamente humanas, como a criatividade, a iniciativa, o pensamento crítico, a persuasão, a negociação, a atenção aos detalhes, a resiliência e a flexibilidade.

O WEF ressalta a importância da atuação dos governos na preparação para essa nova ordem do trabalho. As novas tecnologias trazem grandes desafios, como a reforma dos currículos escolares, a formação de professores e o ensino profissionalizante. O estudo menciona ainda o papel do Estado no incentivo a investimentos em áreas estratégicas, o que exige estudo, planejamento e responsabilidade. É urgente capacitar o poder público com essas habilidades.

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